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Sobre o desenvolvimento ousado da Internet das Coisas e seu desenrolamento no Brasil

pappeando, Todos| Views: 247

Há algumas décadas ainda éramos regidos pelo pensamento de que o futuro se definia por ser obscuramente incerto, orientado pelo aleatório. No entanto, ao atingirmos mentalmente o período pós-moderno, essa definição foi abruptamente retirada da linguagem comum, visto que passamos a presenciar o momento em que duas redes distintas – a internet e o mundo real dos objetos – começaram a se encontrar.

 

Assim, a Internet das Coisas (Internet of Things – IoT) refere-se à revolução tecnológica que tem por objetivo conectar itens utilizados no cotidiano à rede mundial de computadores. Tal ponto de encontro preza que o computador “se use”, já que as coisas estarão conectadas entre si e na web, de modo inteligente, e passarão a perceber o mundo ao redor e a interagir com o mesmo. Isso implica em evoluir a comunicação de pessoa a pessoa para a comunicação máquina a máquina e, assim finalmente, tornar possível a comunicação entre objetos.

 

A otimização de uma vanguarda na era do instantâneo:

A Internet das Coisas é naturalmente associada a um cenário futurista, e deve! Entretanto muitos utensílios já fazem parte de seu conceito, como as smartTvs e os smartwatches. Percebe-se, então, tamanha a otimização de tempo nos afazeres que envolvam ambos os produtos, já que nem notamos sua mescla de funções e muito menos temos a noção de que algum dia eles viveram de forma independente. Ainda, a conectividade serve para que os objetos possam ficar mais eficientes ou receber atributos complementares, nesse sentido, a limitação do tempo e da rotina fará com que as pessoas se interliguem à internet de diversas maneiras.

 

À época do imediatismo, aquilo que for sinônimo de fluidez será o novo “viral”. Não podemos descartar então, a evidência do desperdício em maior escala, porém uma das variadas formas da rede está na possibilidade de acumular dados pessoais, como o movimento de nossos corpos – com uma precisão muito maior que as informações de hoje. A partir desses registros conseguiremos reduzir, otimizar e economizar recursos naturais e energéticos. Como isso será feito? Os sistemas de refrigeração, por exemplo, mediante seus hábitos, ele se regulará no horário certo e na temperatura de costume antes de você chegar em casa ou no trabalho.

 

Um outro caso análogo é a geladeira com internet, a qual poderia te avisar quando um alimento está perto de acabar ou vencer e, ao mesmo tempo, pesquisar quais mercados oferecem os melhores preços para aquele item, ou então mostrar a tabela nutricional dos produtos encontrados na geladeira. A criatividade aliada à internet traz aplicações não só interessantes como extremamente úteis.

 

As consequências de uma tecnologia tão nova e seu impacto social:

A problemática que orbita ao redor de inovações, normalmente, vem acompanhada de planos de risco, mas ao envolvê-las com o advento da web, a questão da privacidade e da segurança são os itens que se sobressaem no alerta. Segundo uma pesquisa realizada pela HP Security Research, sabemos que 70% dos aparelhos ligados à Internet das Coisas têm falhas graves de segurança e estão sujeitos a ataques de hackers. Imagine os dados de sua rotina sendo vasculhados por alguém que não tem boas intenções. Este é um dos pontos dessa tecnologia que mais está sendo estudado para aprimorá-lo.

 

É necessário o dobro da cautela em relação a quem você compartilhará suas informações, pois certamente não queremos que o futuro nos remeta ao livro de George Orwell, 1984, no qual o ditador chamado Big Brother vigiava e controlava tudo e todos, ou seja, o público tomando conta do privado. Além disso, deficiência em autorizações, falta de criptografia no transporte de informações e softwares de proteção inadequados foram alguns dos erros encontrados.

 

Ao passo que adequações e aprimoramentos estão em processo de estudo e análise, devemos ter em mente que todos devem se beneficiar com essa tecnologia, ao menos do ponto de vista financeiro e social. Claro que haverá uma redefinição não só nos modelos de negócio, mas também na maneira de produtividade e eficiência, cabendo então aos países perceberem essa revolução técnica e entrarem em um novo tipo de competitividade global. A Internet das Coisas afetará totalmente a rotina das pessoas, atuando com um imenso volume de dados somado à habilidade de utilizá-los para orientar na tomada de decisão mais eficiente, a qual trabalha de forma estratégica. Será a era da computação ubíqua, uma tecnologia mais “calma”, que recua para o pano de fundo de nossas vidas.

 

O Brasil em processo de adequação para tamanho avanço:

A evolução é algo comum e natural em todo ser, tanto cientificamente quanto psicologicamente, e justamente por se enquadrar em algo inerente ao homem, tudo o que ele produz também terá as mesmas características. A internet, por exemplo, é constituída de 3 fases: a primeira é a internet como uma rede de computadores, a segunda passou a ser uma rede de pessoas e comunidades e por último, vivemos o nascimento da rede das coisas, a qual interliga vários tipos de objetos e dispositivos inteligentes que interagem entre si e conosco. Assim também funciona com países em adaptação a uma grande carga tecnológica.

 

É inevitável pensar, observando todo o cenário, em como o Brasil lidará com a implantação da Internet das Coisas, levando em conta todas as limitações técnicas em nosso país, seja nos preços muito altos comparados ao exterior, seja na baixa qualidade da internet móvel.

No entanto, os brasileiros avaliam seriamente a importância da IoT para seu desenvolvimento, especialmente, profissional: cerca de 30% dos trabalhadores de multinacionais a enxergam como fundamental para seus negócios, já para os próximos anos, 62% possuem essa visão. Desse modo, conclui-se que a maturidade de adoção no país ainda é baixa, embora o potencial de crescimento seja alto, visto que no ano de 2014 o mercado brasileiro de aparelhos conectados na internet movimentou em torno de 2 bilhões de dólares.

 

A partir disso, percebemos que as tecnologias mais importantes são aquelas que desaparecem. Elas se integram à vida do dia a dia até serem indistinguíveis em nosso cotidiano. A pergunta que fica é: estamos completamente preparados para mudar nosso estilo de vida?

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