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O desdobramento da nanotecnologia no mundo e seu avanço no Brasil

pappeando, Sem categoria, Todos| Views: 245

O progresso é a variante mais forte de qualquer negócio, ainda mais quando essa operação trata de inovações em escala planetária. Assim, a nanotecnologia, nome escolhido em decorrência do pequeno tamanho de vários itens utilizados para a construção de componentes inteligentes e de alta tecnologia, atua no chamado progresso vertical ou intensivo.

Essa metodologia requer fazer algo que ninguém até então fez, podendo-se relatar sua aplicação na medicina, na química, na física quântica e em muitas tantas outras áreas. Na medicina, por exemplo, temos aparelhos para diagnosticar determinadas doenças, as quais não podem ser detectadas apenas com base em sintomas e exames comuns. Estima-se que as aplicações de nanotecnologia são tão evolucionárias quanto revolucionárias.

Da ficção científica à realidade

Essa inovação saiu não só de livros didáticos, mas também da literatura, como no clássico “Eu, robô”, de Isaac Azimov, adaptado para as grandes telas com o ator Will Smith. A história tem como vilão um computador com pensamento próprio, constituído de nanocélulas capazes de controlar um grande cérebro eletrônico. Sem dúvidas, a nanotecnologia não se apresentava como novidade, ao menos não para pesquisadores e curiosos de plantão.

De fato, o mundo, em uma visão panorâmica, vive o período do meio técnico científico informacional – atual posição do sistema capitalista de produção e transformação do espaço geográfico o qual implica no modo como a união entre técnica e ciência, guiada pelos rumos do mercado, expande-se e consolida o processo de globalização.

Entretanto essa verdade encontrada nos textos de ciências sociais não é absoluta, visto que a maioria das pessoas acha que o futuro do mundo será definido pela referida globalização, mas a verdade é que a tecnologia é o ponto mais importante. E a que se deve tamanha inovação? À nanotecnologia.

A tera-abrangência da nanotecnologia

The Center for Functional Nanomaterials (CFN) at Brookhaven National Laboratory

Abraçada pela possível quarta revolução industrial, a nanotecnologia, instiga, fundamentalmente, as ciências da vida que atuam de forma conjunta com as ciências exatas e cognitivas, demonstrando seu caráter altamente amplo.

Sendo uma área extremamente interdisciplinar não permite que se tenha uma ideia exata dos aspectos relacionados a cada uma das disciplinas implicadas, tornando seu campo de atuação um meio de criar oportunidades de aprendizagem para seus profissionais, além de ativar o centro da curiosidade relacionado à pesquisa dos mesmos.

Os programas de nanotecnologia, em sua maioria, estão vinculados às estratégias nacionais de desenvolvimento econômico e de competitividade. Todos os setores industriais estão desenvolvendo produtos nanotecnológicos, embora certas empresas optem por não identificá-los como tal. Por conseguinte, nota-se os percalços de todo novo desenvolvimento de magnitude considerável, visto que por motivos de, provavelmente, preservar a imagem pública ou para diminuir resistências em relação aos produtos da biotecnologia há tal sigilo.

Sua demasiada importância no Brasil e no mundo:

Assim como ocorreu no século XVI, durante as Grandes Navegações – período em que já se pode afirmar a existência de uma globalização incipiente – o avanço do conhecimento e a integração do mesmo, juntamente, com o ímpeto da aventura misturado à tomada de notas, devem se manter no atual modelo de negócios.

Dessa forma, uma coisa precisa ficar clara: os países que não se decidirem por incorporar ou ao menos se adequar ao novo padrão correm sério risco de serem excluídos dessa nova faceta da civilização pós-moderna hiper-tecnológica em ascensão. As perspectivas são comensuráveis com altas expectativas no campo da nanotecnologia: estimativas revelam que o setor pode movimentar no mundo, até 2018, R$ 4 trilhões. Nesse cenário, o Brasil espera ter 1% de todo o mercado, o que resultaria em valores em torno de R$ 40 bilhões.

É inegável que o Brasil possui pequeno número de universidades ocupadas nessa nova área, porém esse tímido algarismo é ativo em sua posição. Duas universidades brasileiras, a USP e a Unicamp, são responsáveis por cerca da metade da produção científica publicada em nanotecnologia, seguidas pela Universidade Federal de São Carlos, pela UFMG e pela UNB.

E não para por aí: uma tecnologia nacional foi desenvolvida a partir da união de estudantes de química e engenharia da Universidade Federal de Santa Catarina. Tal inovação pode diminuir consideravelmente as taxas de infecções hospitalares, visto que elimina fungos e bactérias em hospitais através de um antimicrobiano composto por nanopartículas de prata e zinco, as quais podem ser 100 mil vezes menor que um fio de cabelo.

O funcionamento da pesquisa se dá pelo contato das nanopartículas com a membrana celular dos microrganismos, liberando substâncias que afetam as funções respiratórias e consequentemente sua reprodução. Esses dispositivos podem ser implantados em lençóis, macas, colchões, entre outros objetos clínicos.

A partir disso, percebemos que não há limites para criar e a pergunta que nos fica é: qual será a próxima descoberta da nanotecnologia? Vamos esperar, ansiando também pelo despontamento do Brasil nessa nova Grande Navegação, dessa vez tecnológica.

 

 

 

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